ILUMINAÇÃO PARA DORMITÓRIOS INFANTIS

A iluminação é essencial em todos os tipos de projetos de decoração e arquitetura, seja qual for o local, a iluminação é a alma do ambiente, um projeto maravilhoso pode se tornar ‘sem graça’ se não tiver uma iluminação adequada. Em um ambiente infantil não é diferente, uma luz adequada ajuda no desenvolvimento e no cuidado do pequenino, além de ser capaz de trazer mais conforto também para a mamãe. O ambiente deve ser projetado de forma que traga sensações de conforto e aconchego para as atividades e o descanso da criança. Se você ainda tem dúvidas de como iluminar adequadamente os quartinhos de bebês e crianças, não deixe de acompanhar todo o conteúdo.

11 de OUTUBRO de 2021

Tons de luz

Sempre que falamos em iluminação, a tonalidade de cor ideal é um dos pontos principais do projeto luminotécnico. No caso de quartos para bebês, é importante que a tonalidade da luz seja mais quente, trazendo o aspecto de relaxamento. Lâmpadas com temperatura de cor 3000K (a temperatura de cor é medida em graus Kelvin) são ideais neste caso, pois simulam a luz do início e do final do dia, que são momentos em que estamos menos ativos, por isso a sensação de relaxamento.

A iluminação e o ciclo circadiano. Exemplo de temperaturas de cor em kelvins ao longo do dia.

Luzes com a temperatura de cor mais frias podem causar desconforto aos olhos não tão desenvolvidos das crianças e deixá-las menos relaxadas, por isso, é preciso ser cauteloso na escolha da tonalidade.

Temperatura de cor 3000K. Fonte: Minimalistic, behance

É claro que para crianças maiores, se o quarto também for local recreativo ou de estudo, talvez a melhor opção seja trabalhar com luzes de temperatura de cor 4000K (neutra) para que a criança fique mais desperta. Por isso que em projetos de iluminação é tão importante sempre estudar a fundo como os ambientes serão utilizados e para quem, pois cada família pode ter um intuito e um uso diferente.
Também há a possibilidade de querer utilizar o dormitório para outros usos apenas durante o dia, pois crianças costumam dormir cedo. Neste caso, o ideal é manter a temperatura de cor 3000K, de relaxamento, pois de dia será possível aproveitar a luz natural com temperaturas mais neutras e frias através da janela, e para a noite ou em momentos de descanso, a luz mais quente continua sendo a melhor alternativa.
Mas em geral, a regra é utilizar temperaturas quentes, afinal, crianças já são agitadas por natureza, colocar temperaturas de cor que vão deixá-las mais agitadas ou então pontos de luz que irritarão seus olhos não são uma boa escolha.

Priorize a iluminação indireta

A iluminação indireta não possui um foco específico, ilumina o ambiente como um todo sem ofuscar a visão e traz a desejada sensação de aconchego. Ela também reduz o contraste entre a luz e a escuridão, e por isso, é muito menos invasiva para a criança, agindo como uma luz de ambientação, ela deve estar direcionada para uma superfície que reflete o fluxo luminoso de uma forma uniforme e suave. Ela é a luz ideal para influenciar no sono e na tranquilidade do bebê. Alguns exemplos de iluminação indireta são:
Fitas de led aplicadas em sancas de gesso e atrás de móveis;
Rebatedores e outras peças rebatedoras (pendentes, arandelas).

Luz indireta e luz difusa. A diferença é que a luz indireta rebate em uma superfície e então espalha sua luz (ilumina de forma mais amena, pois perde um pouco de luz) enquanto a luz difusa ilumina quase se forma direta (e mais geral), porém com um difusor na frente da fonte de luz.

Iluminação difusa

A luz difusa também é uma ótima opção para quartinhos de crianças. Apesar de iluminar mais que a iluminação indireta, ela também não ofusca os olhos pelo fato de possuir um elemento difusor (acrílico/tecido ou outro material) e ocultar o ponto de luz (led ou lâmpada) da peça.
A luz difusa pode ser utilizada no ponto central do ambiente, por exemplo, ou em peças como abajures e colunas de piso que possuam uma cúpula de tecido ou um globo leitoso. Veja algumas referências na galeria ao final do conteúdo.
Painéis e perfis de LED também são considerados luz difusa.

Iluminação geral com painel de LED (luz difusa). Na sanca, fita de led (luz indireta).

Iluminação direta

Em casos onde a lâmpada fica exposta (luz direta), opte sempre por lâmpadas com acabamento leitoso, assim ela serve também como um difusor, e será melhor do que optar por lâmpadas de filamento que ofuscam a visão.

Se você for utilizar pontos focais, como embutidos de gesso, opte por colocar mais próximos a parede, para dar destaque a cortineiros, quadros, decorações e papéis de parede, de forma que fique longe de ofuscar a visão nos pontos principais, como berço, trocador e local para amamentação.
Se for utilizar spots para trilho a regra é a mesma, direcione para superfícies que não irão incomodar a visão das pessoas que estão no ambiente.

Para crianças um pouco maiores, a luz direta pode ser utilizada com mais frequência, para locais que exijam mais foco, mas o cuidado deve sempre ser o mesmo, afinal, nem bebês, nem crianças e nem adultos querem uma luz incomodando a visão, é desconfortável em qualquer ocasião se não for utilizada da forma correta.

Luz direta. Nas laterais do berço, não em cima dele, por exemplo.

Atenção a um erro muito comum:

Com frequência encontramos projetos luminotécnicos com um ponto de luz direta focado acima do trocador, um dos erros mais comuns nos projetos para quartos de bebês, pois, o local só deve estar bem iluminado para que se possa trocar o bebê de forma adequada e enxergar direitinho. Agora, imagine esse bebê olhando diretamente para este ponto de luz forte, o quanto isso pode ser desagradável a olhos tão sensíveis. Além de que, já sabemos o quanto a luz impacta no bem estar do ser humano, ela pode atrapalhar o descanso do bebê, e até tirar o sono do mesmo. Este mesmo erro muitas vezes é cometido acima do berço.

Dimerização

Outro ponto chave para um projeto luminotécnico incrível, é a dimerização. Ela permite que a mesma fonte de luz regule a intensidade da iluminação, assim você pode optar se quer a luz mais forte ou mais fraca. Essa flexibilidade de usos e versatilidade facilitam tudo o que falamos acima, pois assim, é possível utilizar a mesma iluminação para diferentes momentos e funções. Se você ainda não sabe como funciona a dimerização, temos um post falando mais sobre o assunto (clique aqui).

Peças soltas

Outro aliado aos quartinhos infantis são os abajures e colunas de piso. Muitas vezes não é possível colocar uma luz indireta no gesso ou nos móveis, as colunas e abajures com luz difusa ajudam muito a ter uma sensação similar à da luz indireta: relaxamento. Em noite em claro ou em momentos de amamentação, por exemplo, deixar apenas um abajur ligado pode ser muito confortável para a mamãe e o bebê. Essas peças também possuem uma flexibilidade e versatilidade de usos por serem móveis.

Abajur, luz difusa.

Aliás, esse tipo de peça cai bem em qualquer ambiente da casa, pois já é provado que se ficarmos com luzes mais amenas no período da noite, teremos uma qualidade de sono maior.

Outra opção são aquelas luzinhas noturnas que podem ser plugadas direto na tomada:

Luz noturna.

Peças delicadas

Opte sempre por peças delicadas. Bebês e crianças são fofos e sensíveis, para compor o projeto, é ideal optar por cores mais claras ou coloridas e que tenham delicadeza.

Quarto com cores neutras e tons pastéis.

Dicas extras

Duas dicas que podem deixar o seu projeto ainda mais especial são:

Céu estrelado.

Letreiro neon.

E então? Gostou das dicas? Esperamos que agora você saiba como iluminar estes ambientes! Mande pra gente fotos de como ficou a iluminação do quarto infantil após ler estas dicas, vamos amar ver o resultado!

Para mais dicas como esta acesse nosso blog e nos siga no instagram: @adamseadams

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